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LIVROS:
-As Sombras Móveis - atualidade do cinema mudo
-Lágrimas de Luz - o drama romântico no cinema
-Índices de um Cinema de Poesia – Pier Paolo Pasolini, Luis Buñuel e Krzysztof Kieslowski
-Entretenimento Inteligente: o cinema de Billy Wilder
-Reflexões Sobre a Montagem Cinematográfica
DISSERTAÇÕES:
-Animação de Personagens por Computação Gráfica Tridimensional: tradição e tecnologia na produção de figuras articuladas
-Entre o Grão e o Pixel: a fotografia na encruzilhada
-Princípios da Articulação Sonora no Cinema
-Índices de um Cinema de Poesia: Pier Paolo Pasolini, Luis Buñuel e Krzysztof Kieslowski
-Ciclo de Criação de uma Animação Tridimensional: aprendizagem para um processo editorial
-O Show Deve Continuar – o gênero musical no cinema
-Estratégias Digitais para o Cinema de Animação Independente
-Maracatu, Ritmos Sagrados
-Desvendando a Metodologia da Animação Clássica: a arte do desenho animado como empreendimento industrial
-Chegando em Springfield, uma análise crítica sobre a série Os Simpsons
-O Design do Filme
-A Adaptação de Contos Brasileiros na Internet: possíveis narrativas
-Viagem Através do Impossível - a evolução dos efeitos visuais no cinema
-O Surround e a Espacialidade Sonora no Cinema
-A Versão do Produtor: filmes que tiveram finais modificados pelo sistema de pré-teste implantado em Hollywood
-Caixa de Jóias: Pesquisa e Experimentação em Arte Computacional Interativa |
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Índices de um cinema de poesia: Pier Paolo Pasolini, Luis Buñuel e Krzysztof Kieslowski, de Érika Savernini
1998 - português
Curso de Mestrado em Artes Visuais - EBA
Orientador: Prof. Heitor Capuzzo
Frente aos questionamentos da modernidade e, agora, aos recursos da tecnologia digital, a produção cinematográfica tem reinventado o papel destinado ao espectador. O cinema, espetáculo eminentemente temporal, busca pensar a interatividade possível.
Alguns cineastas, mantendo a integridade física da obra, optaram por criar a possibilidade de interpretação múltipla através de uma construção narrativa ambígua calcada na manipulação do inventário imagético acumulado neste primeiro século das imagens em movimento. Para tanto são estabelecidos laços intrincados entre os processos de criação do chamado cinema independente e os da produção industrial.
A partir destes pressupostos, o livro Índices de um cinema de poesia concentrou-se em detectar o modo como essa chamada "abertura" foi tratada no pensamento teórico de Pier Paolo Pasolini, na obra fílmica de Luis Buñuel e no contexto contemporâneo de Krzysztof Kieslowski.
Sob a denominação de cinema de poesia abrigam-se obras que propõem um diálogo emocional e intelectual entre o cineasta e o espectador. Ao longo do texto, Erika Savernini lida com questões tais como a proposta de gramática cinematográfica de Pasolini, os princípios básicos da subversão da chamada narrativa clássica levada a efeito por Buñuel, até o equilíbrio frágil e preciso destes aspectos na filmografia de Kieslowski.
Evitando caminhos fáceis e entendendo o cinema como uma linguagem complexa, são desvendados alguns princípios dramatúrgicos habilmente escamoteados por estes artistas, que souberam como poucos dialogar de forma tão pessoal com o grande público. Ao admitir a existência de uma marca pessoal que os difere da produção industrial seriada, a autora não perde de vista o imbricamento possível. A refinada sensibilidade de Pasolini, Buñuel e Kieslowski permitiu que seu pensamento e sua obra fossem além das falsas dicotomias entre arte e indústria, extraindo do cinema sua essência enquanto linguagem poética, capaz de conjugar características de expressividade e comunicabilidade.
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