Holograma de transmissão com feixe simples
 Holograma de reflexão com feixe simples
 Holograma de transmissão com feixe duplo
 Holograma de reflexão com feixe duplo

Técnicas

O HOLOGRAMA DE REFLEXÃO COM FEIXE SIMPLES:

Os hologramas de transmissão possuem a melhor paralaxe, profundidade e resolução quando bem executados, entretanto possuem o inconveniente de não serem visíveis com luz branca, apenas com luz laser. Um dos hologramas que conseguem satisfazer esta exigência é o holograma de reflexão (holograma de ângulo de Braggs) com feixe simples, também chamado de holograma Denisyuk, em homenagem ao cientista soviético Y. N. Denisyuk, que desenvolveu a sua técnica em 1961. Este holograma tem a vantagem de ter a sua imagem reconstruída com luz branca incoerente, permitindo a sua visualização com uma lâmpada incandescente comum. Da mesma forma como fizemos uma analogia entre uma lente extremamente sofisticada e o holograma de transmissão, podemos imaginar o holograma de reflexão como um espelho inimaginavelmente complexo, que seria capaz de posicionar precisamente a luz refletida por cada ponto da sua superfície. Sua visualização é feita com o observador e a fonte de luz localizados no mesmo lado do filme.

A montagem é feita colocando-se o objeto a ser holografado o mais próximo possível ao plano do filme, e iluminando-o pelo lado oposto com um único feixe de laser (veja a figura acima). Quando o feixe atinge o filme, seu padrão serve como referência para a luz que será refletida pelo objeto ao atravessar o filme transparente, possibilitando a interferência entre os dois, que armazenará toda a informação necessária para sua reconstrução. Neste tipo de holograma, apenas a parte do objeto mais próxima ao filme será bem registrada, A impossibilidade de se fazer cópias deste tipo de holograma também é uma limitação séria. Adicionalmente, não temos flexibilidade para variar a iluminação do objeto, pois a mesma será sempre alinhada com o ângulo do feixe de referência. Quando necessitamos iluminar um objeto mais complexo, um feixe único de luz é insuficiente para conseguirmos resultados adequados. Além disso, não podemos controlar a razão entre as intensidades do feixe de referência e o feixe do objeto, fator importante para a obtenção de hologramas eficientes.

Esta é também uma das montagens mais acessíveis ao iniciante, pela sua simplicidade e o número reduzido de componentes óticos utilizados. Sua visualização com luz branca também é um apelo positivo desta técnica. Entretanto, suas limitações permitem o seu uso profissional apenas em casos específicos.