O HOLOGRAMA DE TRANSMISSÃO COM FEIXE SIMPLES:

O holograma de transmissão com feixe simples foi a primeira montagem funcional para a execução de um holograma. Ele foi desenvolvido por Emmett Leith e Juris Upatnieks na Universidade de Michigan entre 1962 e 1964. O objeto a ser holografado é colocado a uma pequena distância do filme e o conjunto é iluminado com um laser pelo mesmo lado do objeto. A luz refletida pelo objeto interfere com a porção da mesma que atinge diretamente o filme, criando o padrão de interferência que armazena a informação espacial do objeto (veja a figura acima). Este tipo de holograma pode ser comparado a uma lente extremamente complexa, pois quando iluminado novamente com o feixe de referência, difrata a luz com suas franjas microscópicas de modo a focalizar a imagem do objeto no espaço, reproduzindo a maneira como a luz provém do objeto real
O holograma de transmissão deste tipo é visível apenas através da sua iluminação com a mesma fonte de luz que o originou, e do mesmo ângulo original em que se encontrava no momento da exposição. Este holograma tem limitações sérias de visualização (é necessário um laser para a sua reconstrução), além daquelas relacionadas com o volume do objeto, pois o laser HeNe comum possui um comprimento de coerência de apenas alguns centímetros, o que limita o volume do objeto a ser holografado com esta técnica. Por este último motivo, apenas as partes do objeto mais próximas ao filme são melhor registradas. A iluminação do objeto também é comprometida pela dificuldade de distribuição da luz sobre o mesmo de uma forma homogênea. Entretanto este holograma pode ser copiado por contato, permitindo sua reprodução. Além disso, é a montagem recomendada para o iniciante, pela simplicidade e baixo custo da montagem.