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1 - INTRODUÇÃO |
Antes de darmos início à
questão principal que é a produção de imagens fotográficas por um processo
alternativo, vamos fazer uma pequena introdução, buscando entender o
princípio básico da fotografia que é a câmara (ou câmera) escura. Quando
falamos em câmara escura, estamos nos referindo a um espaço interior, um
compartimento fechado. Uma câmara escura pode ser, por exemplo, um quarto
fechado, uma caverna, uma caixa ou mesmo o interior de uma lata.
A luz procedente de um objeto iluminado e
que, através de uma pequena abertura, penetra o interior de uma câmara escura,
reproduz lá dentro, em sua parede oposta à abertura, uma imagem invertida
deste mesmo objeto.

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2 - A CÂMARA ESCURA |
O fenômeno da câmara escura
talvez acompanhe o homem desde os primórdios das cavernas. Na Grécia Antiga,
Aristóteles já se referia à câmara escura como instrumento de observação
de eclipses solares. Na Idade Média este fenômeno foi também conhecido e
estudado, mas só a partir do século XV os estudiosos passaram a dar mais atenção
a este fato mágico. Leonardo da Vinci, gênio da pintura, foi também um sábio
que se dedicou ao estudo de diversas ciências. Examinou o fenômeno da câmara
e demonstrou as possibilidades no uso para o desenho, facilitando enormemente a
reprodução das imagens por esta produzida. O termo "Pinhole"
apareceu ainda no século 19, criado por David Brewster, um cientista inglês,
que foi, possivelmente, o primeiro a fazer imagens fotográficas com uma câmera
escura usando o pinhole. Daí para frente a tendência foi cada vez mais o
aprimoramento da caixa. No sentido de melhorar a qualidade e facilitar a
visualização da imagem, no lugar da pequena abertura foi colocada uma lente
biconvexa.

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