Editorial

O primeiro Boletim de 2010 da Escola de Belas Artes vem em clima de ano novo: revê acontecimentos e revela promessas. A Escola tem demonstrado cada vez mais seu potencial e dá sinais de que o crescimento é inevitável: são alunos que formam e mostram que estão aptos a deixar seu legado, eventos como o CLEA que projetam a Escola internacionalmente, ou como o Seminário do Livro de Artista, pioneiro e de grande dimensão, levando e

trazendo (em uma via de mão dupla) discussões para pessoas de dentro e de fora da Escola.O ano de 2009 terminou com a certeza de que em 2010 a Escola já não caberia mais em si, e com a promessa, consolidada em um projeto arquitetônico, de que espaço para trabalho não irá faltar.

Boa leitura, e um ótimo 2010!

  Arte/Educação na EBA

No mês de novembro de 2009 a Escola de Belas Artes recepcionou três eventos simultâneos sobre arte/educação: o Congresso Latino Americano e Caribenho de Arte/Educação, o 19º Congresso Nacional da Federação dos Arte/Educadores do Brasil (CONFAEB) e o Encontro Nacional de Arte/Educação, Cultura e Cidadania.

Os eventos ocorreram entre os dias 25 e 28 do mês, e deixaram a Escola repleta de pessoas de toda a América Latina , dispostas a discutir e partilhar experiências e projetos permeados pelo tema “Concepções Contemporâneas”. Sobre as discussões acerca do tema, Lúcia Gouvêa Pimentel, secretária geral do CLEA e professora da graduação e pós-graduação da EBA/UFMG, destaca a forma inovadora com que
 

 

se estrutura o Congresso. Além de ter contado com a participação virtual, os trabalhos foram apresentados de forma a se priorizar o debate e a reflexão acerca do que propõem, e não apenas a sua exposição. A sessão solene de abertura foi marcada pela apresentação do espetáculo “Ressonâncias” do Corpo Escola de Dança, e fez parte de uma série de apresentações artísticas que permearam o evento, além da realização de debates, lançamentos e venda de livros. A ocorrência de todos esses eventos na Escola de Belas Artes demonstra não só a preocupação da instituição em debater e aprofundar os conhecimentos que envolvem a educação através da arte, mas também o reconhecimento desta diante do cenário internacional.

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Construindo novos horizontes

O curso de Estilismo e Modelagem do Vestuário, oferecido pelo Centro de Extensão da Escola de Belas Artes da UFMG, é destaque por sua excelência e reconhecido por ter sido pioneiro no Brasil. Por ele já passaram inúmeros alunos, alguns dos quais hoje são referência no mundo da moda, como Ronaldo Fraga, Luiz Cláudio, Adalgisa Duque e Virgínia Barros.

Atestando sua competência, ao longo de seus 23 anos, o curso procurou capacitar cada vez mais seus profissionais precisando para isso superar barreiras. Inserido na busca do progresso encontra-se a realização de um grande desfecho desta história com o desfile e a exposição dos formandos da última turma, em dezembro de 2009.

O encerramento do curso de extensão de Estilismo e Modelagem do Vestuário abre caminho para a inauguração, em 2010, da graduação em Design de

 

Moda, que traz uma grade curricular reformulada e mais extensa. Busca melhor atender as exigências de qualidade do mercado, como o próprio diploma tão exigido perante as leis brasileiras, a partir do momento que o certificado dado pelo curso não atendia por completo as necessidades dos alunos.

O desfile e a exposição, que foram destaque na mídia, abordaram o universo da Arte Contemporânea e foram desenvolvidos a partir de um posicionamento diante das possibilidades de trabalhar o conceito das Artes Visuais. Sobre uma postura reflexiva da polaridade “arte e moda” os trabalhos levaram o espectador a novas emoções e experiências, adentrando aos universos particulares dos estilistas através de suas manifestações estéticas da vestimenta.

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Livro de Artista ganha destaque na EBA

O livro e seus padrões de forma e funcionalidade foram colocados a prova a partir da década de sessenta, e barreiras foram rompidas com a nova abordagem titulada “Livro de artista”. As relações dentro do espaço da página, sobre as quais se situava o que seria um livro são restabelecidas e este assume também a função de um objeto de arte. Violando as convenções, o “livro-objeto” explora os limites entre literatura e as artes visuais, sendo normalmente obras raras, e muitas vezes únicas.

O olhar visionário do grupo de pesquisa “Caligrafias e Escrituras”, do Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de Belas Artes da UFMG, reconheceu a importância deste campo de atuação artística e promoveu uma série de atividades com o objetivo de dar visibilidade e fomentar a reflexão sobre essa nova linguagem titulada como “Livro de artista”. Destacam-se nessa programação a “Semana do Livro de Artista”, realizada no mês de novembro na Escola de Belas Artes e a exposição "Livro/Obra", na Biblioteca Universitária da UFMG.

Com a temática “Perspectivas do Livro de Artista”, a “Semana do Livro de Artista” reuniu artistas, pesquisadores e professores nacionais e internacionais que, em debates e palestras, buscaram discutir e difundir a produção nacional e alguns aspectos da produção internacional desse gênero na atualidade.Também nesse intuito de difusão e promoção da produção desse gênero, a exposição na Biblioteca Universitária da UFMG, "Livro/Obra”, apresentou livros de participantes da Semana, integrantes e não integrantes da UFMG. As obras apresentadas são uma amostra da intenção, pioneira no país, do grupo “Caligrafias e Escrituras” de criar uma coleção desse gênero. A coleção fará parte do acervo da Biblioteca da Escola de Belas Artes e contará com quarenta livros, doados pelos artistas, já com perspectivas de expansão. Ainda no ano de 2010 o material estará disponível para consultas e o esperado é que se torne uma referência na área.

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Expansão - Crescer é preciso

A Escola de Belas Artes está crescendo. Desde 2008, alguns novos cursos começaram a fazer parte da instituição, incrementando o número de alunos e de habilidades aqui desenvolvidas. As alterações que têm acontecido são integrantes do REUNI (Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) e além dessas muitas outras estão por vir. Ao todo o projeto prevê a implantação de sete novos cursos até 2010, além da expansão do curso de Artes Visuais.

Muito além do nascimento dos novos cursos, o crescimento já pode ser visto pelo número de pessoas que dividem o espaço físico da Escola. Só de alunos, espera-se que o número passe a ser o dobro do que era antes do inicio da expansão, mas o número de funcionários e professores contratados também será maior.

Onde vai caber tudo?

Certamente, tantas mudanças, pessoas e cursos precisam ser acomodados. Já em 2009 alguns rearranjos foram feitos a fim de atender aos cursos que chegaram, mas em 2010, as mudanças físicas da Escola de Belas Artes se iniciam de forma efetiva.

Durante todo esse ano, a Congregação se reuniu, mais especificamente através da Comissão de Infra-Estrutura, e procurou ouvir os setores a fim de que um novo projeto arquitetônico fosse elaborado.

O projeto foi aprovado em dezembro e apresentado no dia 18 do mesmo mês para a comunidade acadêmica. Com ele, a Escola de Belas Artes passará a ser um complexo de cinco prédios, em que se inclui o atual, que sofrerá alguns rearranjos; o prédio do CECOR, que passara a ter três andares; o prédio da Gravura que será demolido para nova estruturação; o prédio do teatro e um novo prédio para fins didáticos e administrativos, a se localizar onde atualmente fica o estacionamento da Escola.

O novo projeto arquitetônico encontra-se disponível no site da Escola para que todos possam acompanhar o andamento das obras e se inteirar das mudanças que podem afetar o cotidiano de toda a comunidade. Não deixe de conferir.

novo projeto arquitetônico (pdf)

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Clima de reforma na volta às aulas

A Escola de Belas Artes inicia as aulas do primeiro semestre de 2010 em processo de mudança. A recepção dos alunos acontece em meio a reforma da galeria da escola, iniciada no dia oito de fevereiro e com previsão de encerramento na segunda semana do mês de março. As obras incluiram a troca do encanamento de água, a regularização do piso e a pintura das paredes, e tem o objetivo de dar o suporte necessário às exposições que estão por vir.

 

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Redação: Carolina Castro e Gabriela Silva
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