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imagens cedidas pela
artista
Desde
1997, Tânia Araújo despertou seu olhar para a Lagoinha, bairro
tradicional de Belo Horizonte, há muitos anos em decadência. A
arquitetura, as placas e as propagandas ingênuas chamaram a
atenção desta professora da EBA, artista com grande experiência
na serigrafia e que agora amplia seu trabalho para as áreas da
fotografia, objetos e instalação. O universo da Lagoinha virou
pesquisa de mestrado e resultou na mostra "Lagoinha e
arredores" que teve duas exposições em 2006, uma na
galeria da Escola de Belas Artes da UFMG e outra no Festival de
Inverno de Diamantina. Além
das propagandas, ela observou e registrou as bancas de camelôs
quando estavam guardadas. Como lembravam as obras do artista
búlgaro Christo, Tânia chamou estes objetos de "Cristos
populares in-memoriam" porque eles faziam lembrar também o
sofrimento de Jesus Cristo. A artista diz que as pessoas viam as
bancas montadas e nem imaginavam como elas eram quando estavam
guardadas; nem mesmo os próprios camelôs reparavam na
expressividade plástica dos seus objetos embrulhados.



Uma semana
depois dos registros, os camelôs foram transferidos
para os
shoppings populares, e as imagens ficaram como testemunha.
Quem vc conhece,
Tânia Araújo?
A artista diz que tem muita gente boa produzindo atualmente em Belo
Horizonte mas poucas aparecem. Segundo ela, faltam mais iniciativas
do mercado cultural e oportunidades de exibição. Diz que a
própria EBA deveria dispor de um espaço para divulgação e venda
da produção de alunos e professores.
Ao final da conversa,
citou quatro artistas formados
pela EBA, cujo trabalho lhe chama a atenção: Afrânio Ângelo,
gravador, Carlos Pedrosa, gravador; José Maria de Carvalho, pintor;
e Virgínia Cândida, que começou a fazer uns trabalhos
interessantes e se afastou do circuito da arte.

Tânia no
pátio central da EBA-UFMG, em 15 de fevereiro de 2007
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