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A arte
na Europa
O
naturalismo e classicismo barroco
A historia
da arte Moderna é assinalada pelo progresso e consiste
em quase interrupto do Naturalismo; as tendências
no sentido do rigoroso formalismo só raras vezes
se manifestam e nunca mais que transitoriamente, existindo,
não obstante, sempre presentes sob a forma latente.
A arte
da alta-reanscença não é, como se sabe,
de modo nenhum anti-naturalista: é simplesmente mais
pobre em pormenorizações naturalistas e menos
preocupada pela diferenciação da matéria
empírica do que a arte do período anterior.
No período
que se segue as tendência sóbrias realizadas,
puritanas perdem cada vez mais terreno na arte artesã,
por um lado, porque paralelamente e muitas vezes em opções
à sua severidade, se faz sentir o desejo de conseguir
uma maior elevação no espetáculo, por
outro, porque durante o ano 1636 se está a dar uma
transformação geral em toda a concepção
da arte, o que conduz predomínio das aspirações
do Barroco mais emocionais, mais livres e mais sensualistas.
Daí
o resultado, que é em si mesmo uma condição
_ Classicismo Barroco.
O
classicismo rococó
O Clássico
e o anti-clássico, simultaneamente, atua igualmente
por intermédio da matéria e da forma, da exuberância
e da concentração.
Em 1680
estabele-se uma tendência que se opõe a este
estilo cortesão e acadêmico: que se opõe
tanto as suas atitudes grandiosas e aos seus temas pretensiosos,
como à sua afirmada fidelidade aos modelos clássicos.
A concepção da arte que agora impera é,
em conseqüência disso, menos rigorosa, mais individualista,
mais íntima, e o seu liberalismo dirige-se mais contra
as tendências Barrocas da arte cortesã.
A arte
da regência envolve gradualmente no sentido do Rococó,
vai assumindo cada vez mais as características de
um estilo
aristocrático-cortesão,
ainda que contendo em si, originalmente, os elementos da
dissolução da cultura cortesã; pelo
menos perde o caracter concentrado, preciso e sólido
do classicismo, manifesta uma antipatia cada vez mais forte
por tudo o que é ordenado, geométrico, tectônico,
e tende cada vez mais claramente para o improvisado, sumário
e o epigramático.
O
classicismo revolucionário e o romantismo
Nunca
o Classicismo fora mais restrito, mais metódico do
que agora; nunca a redução das formas, a linha
reta, e o que é tectónicamente significativo,
fora mais consitentemente levado a tais extremos; nunca
se dera tão forte revelo ao típico e ao normativo.
Desde
os fins da idade média se desenvolvem e formulam
concepções de arte, entre os dois pólos
opostos de uma orientação tectónica
estrita e de liberdade formal, entre um ponto de vista relacionado
com o Classicismo e outro oposto a ele. Nenhuma transformação
na arte moderna aparece como coisa completamente nova; todas
elas estão ligadas a uma destas duas tendências,
mas sem que uma delas suplante inteiramente a outra.
A arte
da época da revolução difere do anterior
classicismo principalmente pelo fato de conduzir a um predomínio
mais exclusivo da concepção da arte estritamente
formal do que o que se manifesta desde o inicio da renascença.
A época
produz, quando muito, formas híbridas, mas não
qualquer harmonização entre princípios
formais opostos. Estes ecletismo corresponde à estrutura
geral de uma sociedade em que as diferentes classes se interpenetram
e muitas vezes colaboram, sem deixarem de se conservar estranhas
um às outras. As revelações recíprocas
comuns entre os detentores do poder exprimem-se no mundo
da arte principalmente no fato de o rococó cortesão
continuar a ser praticamente, o estilo dominante, que goza
do favor da maioria esmagadora do público com preocupações
de arte, ao passo que o Classicismo não representa
mais do que a arte de uma oposição artística,
e constitue o programa de um grupo de amadores relativamente
disperso, incapaz de, pela sua influência, exerce
qualquer ação no mercado artístico.
Quando
a nova orientação Clássica surgiu,
por volta do meio século, o Classicismo morrera havia
cinqüenta anos; a arte rendera-se, vencida à
voluptuosidade que domina todo o século. O anti-sensualismo
do ideal Clássico, que agora ressurge, não
é uma questão de gosto e de valorização
estética, ou pelo menos não é essencialmente,
mas sim uma questão moral, a expressão de
um esforço por alcançar a simplicidade e a
sinceridade.
A mudança
de gosto que relega para o esquecimento os encantos do sensual,
riqueza e gradações de cor, profusão
fluente impetuoso jato de impressões, e discute o
valor de tudo quanto todos os críticos e amadores
de arte consideraram durante meio século a quintessência
da arte esta inaudita simplificação e nivelação
de critérios estéticos, são triunfo
de novo idealismo puritano dirigido contra o hedonismo da
época.
A diferencia
principal entre o classicismo e os antigos movimentos classicistas
está em aquele considerar as duas tendências,
a modernista e a clássica, hostis e mutuamente irreconciliáveis.
A arte naturalista, uma arte débil, acadêmica,
que considera como um fim em si a imitação
da antigüidade clássica.
Mas
o novo culto da antigüidade é, precisamente
como o quase simultâneo entusiasmo pela idade média,
um movimento essencialmente romântico.
O novo
classicismo, tanto como o movimento pré-romantico,
dirige-se contra a frivolidade e a falta de simplicidade
intelectual do Rococó; ambos inspiram na mesma concepção
burguesa da vida. A concepção renascentista
da antigüidade clássica era condicionada pela
ideologia dos humanistas e refletia as idéias anti-clericais
da camada intelectual.
O classicismo
não era, mais do que um tributo à moda, a
que artista aderia com zelo; o espirito e a composição
eram puro Rococó. A verdadeira criação
estilística da revolução é porem,
não este classicismo, mas o romantismo.
Mesmo
o romantismo a que a revolução abriu o caminho,
baseia-se num movimento anterior com ele aparentado; mas
o pré-romantismo e o romantismo propriamente dito
não chegam a Ter entre si, tanto, sequer, de comum
como as duas formas do classicismo moderno. De modo nenhum
representam um movimento romântico único que
tivesse apenas experimentado uma interrupção
no seu desenvolvimento.
O pré-romantismo
sofre, às mãos da revolução,
uma derrota decisiva e final. O pré-romantismo só
ao gênio permitia que fugisse às regras estabelecidas,
ao passo que o romantismo propriamente dito nega a validade
de quaisquer regras objetivas.
Toda
a arte moderna é ate certo ponto o resultado deste
combate romântico pela liberdade. A arte moderna é
a expressão do ser humano solitário, do indivíduo
que se sente diferente, trágica ou felizmente dos
seus companheiros. O movimento romântico marcam o
fim de uma época cultural em que o artista se dirigia
a um, grupo mais ou menos homogêneo, a um público
cuja autoridade, em princípio, reconhecia absolutamente.
A arte
deixa de ser uma atividade social orientada por critérios
objetivos e convencionais, e transforma-se numa forma de
auto-expressão que cria os seus próprios padrões;
torna-se, empregado pelo indivíduo singular para
comunicar com indivíduos singulares.
HAUSER,
Arnold. História Social da Arte e da
Cultura. Lisboa,1955. Jornal do Foró.
Volume
2. Capitulo 5, Arte e revolução(pg: 148 a
183).
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