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Grupo:
Lino Junkel
Iara Ribeiro
Raquel Rascoe
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ESTATUTO DO ARTISTA E ORGANIZAÇÃO
DA PRODUÇÃO NO ORIENTE ANTIGO
(± do séc. 3000 a.c. ao 1000
a.c.)
- Final do período neolítico: comércio
e indústria começam a tornar-se independentes,
cidades e mercados começam a nascer e desenvolver,
população aglomera e se diferencia.
- Produção primária deixa de ser ocupação
principal e passa a ser uma atividade subsidiária
do comércio e da industria manual.
- Aumento da riqueza e acumulação de terra
e alimento nas mãos de poucos gera necessidade de
troca de produtos Æ nova divisão do trabalho.
- Artista emerge do meio familiar, e passa a ser um artífice
como outro qualquer, sem gozar de maia consideração:
é a especialização profissional do
artista.
- Essa especialização somado com a formação
de uma elite exigente e preparada de conhecedores culturais
leva à uma maior perfeição do trabalho
manual (domínio de materiais, trabalho bem acabado,
contrapondo com a espontaneidade e despreocupação
da arte anterior).
- A concentração da população
nas cidades e o conseqüente contato entre diferentes
camadas da sociedade (que gerou em estímulo social),
o mercado flutuante e anti-tradicionalista, o comércio
externo, a economia monetária (mesmo rudimentar)
e a deslocação da riqueza (provocada pela
moeda) contribuíram pra a criação de
um estilo mais dinâmico e mais individualista na arte.
- Primeiras entidades para quem os artistas trabalharam:
sacerdotes e príncipes, nas oficinas dos templos
e dos palácios (onde os artistas trabalhavam tanto
como empregados quanto como escravos).
- A arte do Oriente Antigo (com exceção da
indústria doméstica) se limitou então
à realização das tarefas impostas por
esses patronos (Igreja e príncipes), que eram ofertas
às deuses e monumentos para perpetuar a memória
dos reis. Ambas as tarefas estavam unidas no "culto
dos mortos, o que demandara representações
solenes e majestosas.
- As instituições, usavam dos artistas para
manter e perpetuar seu poder, e o receio à inovações
levaram a declarar regras tradicionais de arte.
- Oficinas eram escolas onde eram treinados jovens artistas,
e tinham um caráter acadêmico e escolástico,
seguindo os modelos universalmente aceitos.
- A grande procura dos mesmos motivos, mesmas tarefas fez
crescer o hábito de trabalhar segundo os padrões
medíocres, más por outro assegurou um nível
médio comparativamente elevado (típico da
arte egípcia).
- Haviam também oficinas nos grandes domínios
senhoriais e nos bazares das cidades.
- Bazares reuniam pequenos ateliês independentes e
empregavam só mão-de-obra não escrava
e tinham como objetivo a libertarem da intervenção
do mercador (ao produzirem e venderem no mesmo local) e
promover a cooperação. Esse sistema germina
a indústria independente (trabalho era desenvolvido
em bases profissionais, com as encomendas, e ao mesmo tempo
era destinado ao mercado livre). O primitivo produtor é
então convertido em operário manual e liberto
dos limites da economia doméstica (na qual a produção
é limitada às necessidades internas imediatas;
agora o artífice trabalha para um cliente).
- Com a separação dos ofícios manuais
da economia familiar e a dificuldade de manipulação
de ferramentas, os trabalhos que antes cabiam às
mulheres passam a ser ofícios dos homens (ex. cerâmicas).
- As obras de arte não tinham fins estéticos
(muitos foram feitas no interior de santuários ou
em sepulcros).
- A demanda de trabalhos de arte sepulcral foi tão
grande no Egito que a profissão de artista pode ser
considerada uma forma autônoma de atividade economicamente
auto-suficiente.
- Papel acentuado da arte como atividade subordinada faz
o artista não ser reconhecido nem valorizado. O pintor
e o escultor eram apenas artífices an6onimos, trabalhadores
manuais (o trabalho manual era considerado desonroso).
- Época foi marcada por um grande desenvolvimento
da organização do trabalho artístico,
do emprego de assistentes variados, da especialização
e combinação das realizações
individuais.
BIBLIOGRAFIA
HAUSER, Arnold. História Social da
Arte e da Cultura. vol. I. Jornal do Fôro. Lisboa.
1954. pp. 43/54.
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