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Grupo:
Lino Junkel
Iara Ribeiro
Raquel Rascoe
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IDADE
MÉDIA: PRODUÇÃO ARTÍSTICA NOS
MOSTEIROS
Por volta do século V os mosteiros haviam se espalhado
até o Norte da Europa, chegando à Bretanha
Ocidental,
mas foi na Irlanda que o monasticismo tomou dos bispos o
controle da Igreja. Os irlandeses contribuíram para
a
fundação de mosteiros em todo o continente
europeu e
para que esses se tornassem centros culturais.
Após o reinado de Carlos Magno (séc. IX) a
corte deixa
de ser o centro cultural e intelectual do Império
e é
nos mosteiros que se centralizam as artes, a literatura,
as ciências e os ensinos (em suas bibliotecas, seus
gabinetes e suas oficinas).
Os mosteiros conservavam-se auto-suficientes e auto-
centralizados, apegados à suas tradições.
A regra
beneditina prescrevia o trabalho manual e o intelectual
e talvez desse maior importância ao primeirol. As
atividades
dos monges iam desde o trabalho no campo e nas hortas
até as artes manuais em geral. Os trabalhos físicos
mais
pesados eram realizados por camponeses livres ou servos
adstritos aos mosterios e mais tarde por laicos
contratados.
A arte monástica por excelência foi a ilustração
de
livros (manuscritos ilustrados) , mas os monges também
foram arquitetos (aliás, a contribuição
monástica para a
arquitetura das Igrejas foi enorme), pintores,
escultores, ourives, esmaltadores, conheciam a arte da
tapeçaria, iniciaram o trabalho de fundição
de sinos, da
encadernação e da fabricação
de vidros e cerâmica, além
de realizarem investigações técnicas
(sendo atribuídas algumas
invenções aos mosteiros).
As oficinas monásticas eram as escolas de artes da
época, que garantiam tanto aos mosteiros e catedrais
como às grandes casas senhoriais um fornecimento
constante de jovens artistas.
Não era só nos mosteiros que se produzia arte.
Haviam
muitos artesãos (herdeiros dos velhos artífices
romanos)
nas cidades trabalhando em limites mais modestos e de
forma mais rudimentar, que formavam um livre e pequeno
mercado de trabalho. E artesãos especializados nos
palácios reais e nos maiores estabelecimentos, onde
era
usual o trabalho não remunerado e compulsório,
mas eram
considerados como pessoal doméstico da casa real
e suas
tarefas eram ainda dessa natureza. A separação
das artes
manuais do ambiente doméstico acontece pela primeira
vez
nos mosteiros. Neles, todo o tempo é regulado, o
princípio da divisão do trabalho torna-se
a base da
produção. A Europa Oriental aprendeu com os
monges a
trabalhar com método.
O artista ainda era anônimo, o papel da arte estava
mais ligado ao artesão que ao artista, no sentido
que
era valorizado o trabalho que seguia a tradição,
e não
aquele que era feito com o pensamento consciente.
Com a riqueza crescente dos monges, estes passaram a se
empenhar cada vez mais como proprietários e
administradores e cada vez menos como trabalhadores, e
dessa forma, somando-se o fato da procura estar sendo grande,
passaram a contratar em maior escala proprietários
laicos (que adquiriram prática nas oficinas dos
mosteiros ou eram trabalhadores ambulantes).
A organização da produção de
arte trazida pelo
monasticismo o fez ganhar maior influência no
desenvolvimento da arte e da cultura da Idade Média.
Numa época em que ainda reinava o desprezo pelo
trabalho manual, a popularidade da vida monástica
contribuiu para uma nova relação mais positiva
com o
trabalho.
BIBLIOGRAFIA
HAUSER, Arnold. História Social da Arte e da Culturavol.I.
Jornal do Foro, Lisboa, 1994. Pags: 232/242JANSON, H.W.
JANSON, Anthony F. Iniciação à História
da Arte.Martins Fontes Editora, São Paulo, 1998.
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