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Grupo:
Renato Melo Dolabella
Adriano Manna
Ana Fernandes
Aline Midori
Saulo Seeger
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VISITA
AO MUNICÍPIO DE INHAÚMA
OBJETIVOS DA VISITA:
Pesquisar
sobre a produção de peças artesanais,
as relações de trabalho, o comércio
e a transmissão de conhecimentos, entre os artesãos,
fora de um grande centro urbano.
Inhaúma
Pequeno povoado situado próximo à cidade de
Sete Lagoas, região metropolitana de Belo Horizonte.
Área bastante rica em argila, matéria prima
para a produção de artesanato em cerâmica
e outros objetos de função estrutural, como
tijolos e telhas para a construção de casas.
Artesanato
O tipo de peça artesanal, comumente produzido em
Inhaúma, são as panelas. Também são
encontradas as seguintes peças: potes em formato
de "galinhas" para guardar ovos e outras pequenas
variações das panelas (em forma e tamanho).
Artesãos:
Dona
Celma
Trabalha desde os 22 anos de idade (idade hoje ignorada).
Aprendeu com a mãe que foi aprendiz de um dos tios
de seu pai. A argila é retirada pelos irmãos
num lugar conhecido como "manga". Dona Celma vende
sua produção para alguns pescadores da região
que utilizam as panelas para transporte de minhocas.
D. Iracema
Trabalha desde os 11 anos (hoje tem 40). Aprendeu com sua
mãe que, no convívio com alguns vizinhos artesãos,
se interessou, aprendeu e passou a produzir também
peças em argila. Também é do "manga"
que Dona Iracema recebe sua matéria-prima. Alguns
anos atrás, a Prefeitura de Inhaúma chegou
a ajudar os artesãos locais retirando, transportando
e distribuindo a argila entre eles.
Dona Iracema chegou a vender para o "Mãos de
Minas", hoje tal como Dona Celma, vende também
para alguns pescadores que, às vezes, compram um
número um pouco maior de peças e as revende
entre os outros pescadores.
Dona
"Creusa" (Cleusa)
Foi aprendiz da mãe e da avó (84 anos). Trabalha
há 22 anos com panelas. De todas as entrevistadas,
é a única que dá acabamento diferenciado
às suas peças. Produz peças diferentes
das habituais, como vasos de tamanho e formas variadas,
texturizados e tratados com breu, betume e verniz, etc.
É
ajudada por duas filhas - uma delas, Silvana, de 15 anos,
que aprendeu com uma compradora da cidade de Curvelo a produzir
peças diferentes das habituais panelas, tais como
pequenos móbiles e outros artefatos com motivos decorativos,
o que ilustra o contato com técnicas e conhecimentos
vindos de outras regiões: Curvelo, Sete Lagoas e
Janaúba - todas cidades do Estado de Minas Gerais.
CONCLUSÃO:
A grande maioria dos artesãos locais, hoje, não
possui uma produção expressiva. Alguns mantêm
uma produção quantitativa, atendendo a uma
demanda vinda de várias regiões do Estado.
Nota-se que esses compradores de outras localidades, trocam
informações sobre técnicas e formatos
das peças durante as relações de comércio,
favorecendo, assim, à diversificação
dos tipos de peças comumente produzidas na região.
As relações
de trabalho podem ali ser verificadas, principalmente no
processo de aprendizado da produção das peças
e transmissão do conhecimento da técnica artesanal,
geralmente dentro de uma mesma rede familiar.
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