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Grupo:
Lino Junkel
Iara Ribeiro
Raquel Rascoe
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A
importância da Missão Francesa de 1816.
Antes
da chegada da Missão Francesa de 1816, as artes no
Brasil eram desenvolvidas por escravos, mestiços,
e homens humildes, que produziam em nível de artesanato
mecânico ou então eram produzidos por monges
e irmãos religiosos com base nos conhecimentos herdados
da idade medieval, tendo como princípio o respeito
a fé. Como o Brasil não mantinha ligações
com outros paises da Europa, o barroco desenvolvido aqui
era o mesmo usado em Portugual. Os copiadores buscavam reproduzir
o que os poucos mestres existentes na colônia executavam.
Gozando de certa liberdade, estes copiadores reproduziam
os trabalhos da forma como eles o sentiam, o que resultou
em traços de uma cultura que estava se formando,
dando ao barroco brasileiro características próprias.
Por
motivo da invasão dos exércitos napoleônicos
a Portugual, Dom João VI parte para o Brasil juntamente
com sua corte, instalando-se no Rio de Janeiro. Um mês
após a sua chegada revoga a lei que impedia a instalação
de indústrias no Brasil e inicia uma reestruturação
urbana, reformulando a arquitetura, ruas, pontes e chafarizes.
Percebendo a necessidade de dar novos impulsos práticos
coordenados, que visassem o bom gosto no desenvolvimento
dos artefatos, autoriza a formação de uma
equipe de artistas franceses, para aqui organizarem um sistema
de ensino de artes e ofícios.
As
circunstâncias que deram origem a formação
da Missão Francesa de1816 é um tanto obscura,
mas segundo estudiosos, a iniciativa deveu-se ao Marquês
de Marialva. Outros acreditam que os artistas franceses
procuraram o Brasil como refúgio devido a queda de
Napoleão, pois com a nova situação
do país eles tiveram que deixar seus cargos e se
viram em situação pouco confortável
diante do novo governo.
Independente
das circunstâncias de sua formação,
a Missão Francesa ou Colônia Lê Breton
devido ao nome do maior organizador Joachim Lê
Breton chegou ao Brasil em 26 de março
de 1816, composta de artistas e artífices. A proposta
de Lê Breton era organizar um sistema de ensino das
Belas-Artes e dos Ofícios, que já estava em
vigor nas mais importantes cidades européias, mas
ainda não havia chegado a Portugual. Em 12 de agosto
de 1816, um decreto cria a Escola Real de Ciências,
Artes e Ofícios. Para desenvolver o projeto do edifício
da futura Academia das Belas-Artes, foi chamado o arquiteto
da Missão Grandjean Montigny, Seu projeto foi apresentado
a D. João VI, que imediatamente autorizou o inicio
das obras, mas estas foram paralisadas em julho de 1817,
devido a morte do maior protetor da Missão, o Conde
La Barca.
Desde
sua chegada no Brasil, os integrantes da Missão passaram
por grandes dificuldades, que se agravaram com a morte do
seu líder, Joachim Lê Breton em 1819. Assume
então a direção da Academia, o português
Henrique José da Silva, indicado pelo Barão
de São Lourenço que ocupava o cargo do Conde
La Barca, este, ao contrário de seu sucessor dava
preferência aos franceses. Certamente A Missão
Francesa motivou reações extremas por parte
dos artistas lusos brasileiros, que se viram fatalmente
atingidos.
Devido
a vários entraves, a academia das Belas-Artes só
foi solenemente inaugurada em 5 de novembro de 1826 e em
2 de dezembro de1829 realizou-se a primeira exposição
oficial das Belas-Artes.
Independente
da posição crítica diante da Missão
Francesa de 1816, é fato, que os artistas franceses
que aqui estiveram sob a liderança de Lê Breton,
deixaram seus frutos em terras brasileiras. Dentre as artes
por eles ensinadas foi a arquitetura que teve maior e mais
rápida aceitação, pois consolidou o
neoclassicismo que chegou ao Rio de Janeiro juntamente com
a corte portuguesa, composta por alguns arquitetos neoclássicos.
O
artista como homem livre, tem aceitação relativamente
rápida em uma classe burguesa e sua liberdade de
criar passa a ser fundamental para que ele absorva algumas
condições reais do século XIX.
No
campo da pintura, gravura, desenho e escultura, a arte brasileira
alcança apenas um nível superficial e depende
de contínuos afluxos de artista estrangeiros, viajantes
ou imigrantes. No final do século XIX, a arte erudita
chega a alcançar um nível quantitativo bastante
significante, mas sem transformações qualitativas
de estrutura e essência , isso só viria a ocorrer
no plano da consciência, fixado e realizado em termos
estéticos no Brasil, nas décadas de 20 e 30
do século XX.
Bibliografia:
BITTENCOURT.
Gean Maria. A missão francesa de 1816. Museu de Armas
Ferreira da Cunha. Petrópolis, 1967.
ZANINI. Walter, org. História Geral da Arte no Brasil.
São Paulo. Instituto Walter Moreira Salles, 1983
2v, il.
VICTOR,
Civita. Arte no Brasil. @ Copyright mundial, 1982, e 1986,
Editora Nova Cultural Ltda. São Paulo
Brasil.
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