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Grupo:
Aline
Midori
Melissa Bizarro
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O
artista e o designer
Como
os dois principais aspectos da atividade de cultura de nossa
época, analisamos a arte pura e o design. Examinando
os dois pólos da questão, encontramos
efetivamente, num extremo do problema, o artista puro de
tipo romântico, com idéias subjetivas de tipo
absoluto e indiscutível; e, por outro lado, o designer
objetivo, racional, e exageradamente lógico, que
quer justificar tudo que faz com razões às
vezes forçadas. É certo que aqueles
artistas que quiserem trabalhar como designers o deverão
fazer segundo o método do designer, de outro modo
sua obra resultará falsa e por outro lado, espera-se
que essa análise possa ajudar muitos designers improvisados
a abandonar situações artísticas subjetivas
em favor de um melhor planejamento, para uma produção
socialmente mais justa. Consideram-se válidas ambas
as posições tanto a do artista quanto a do
designer, desde que o artista seja um trabalhador inserido
na nossa época e não um repetidor de fórmulas
passadas, ainda que pertença a um passado recente,
e o designer seja um verdadeiro designer e não um
artista que faz arte aplicada... o que é que modificou
o artista, no seu modo de trabalhar, para que ele tivesse
se transformado em designer? E o que é que haverá
ainda de artístico no designer? Quais são
os métodos de trabalho de cada um? Este é
um problema que interessa hoje não só aos
amadores do design e da arte mas sobretudo, creio que uma
tal investigação contribuirá para clarificar
os métodos de ensino nas escolas de arte que lentamente
estão se transformando em escolas de design. Não
parece que uma definição da arte que fixasse
de uma vez para sempre as características desta atividade
humana, seja urgente ou até necessária dado
que esta atividade, como tantas outras, muda continuadamente
no tempo, segundo as suas relações com o momento
histórico em que age.
Outro
tanto se poderá dizer sobre outra atividade humana
que é a do design, tanto mais que esta última
está ainda em vias de formação, tendo
misturado nos seus aspectos a atividade artística
e a atividade de projetista. Aquilo que podemos fazer é
analisar, ponto por ponto, estas duas atividades, para ver
se existem afinidades e divergências a fim de tornar
mais compreensivo o modo de trabalhar de artistas e designers.
As pessoas que insistem em ver um lado artístico
no trabalho dos designers não estão totalmente
equivocadas. O designer, assim como outras atividades criativas,
se apossam de elementos da estética para se expressar.
Isto é, cores formas etc. do mesmo modo que o fazem
os artistas plásticos, os escultores e os gravuristas.
Entretanto, o designer trabalha para solucionar um problema
específico e concreto de um cliente também
concreto. E essa solução deverá ser
produzida industrialmente. O que se espera de um designer
não é que ele esteja somente inspirado, mas
que seja extremamente competente para entender um problema
e resolvê-lo. Essas palavras são do designer
espanhol Alberto Corazón. Ele as colocava quando
lhe perguntavam sobre sua atividade profissional, ao sentir
que em muitos momentos ela estava próxima da criação
artística. O processo de trabalho do designer poderia
se identificar com o do arquiteto mas não o de um
artista plástico, cujos objetivos escapam os valores
de utilidade e de função específicas.
Se o que motiva o designer é o pedido, o que motiva
o artista é exatamente a ausência do pedido.
No
Brasil, o Construtivismo nas artes plásticas influenciou
de forma marcante, a produção dos designers
gráficos na década de 60. A Pop Art e a Arte
Cinética, tanto aqui como em outros países,
tiveram também uma grande influência nas expressões
visuais da época. Diz Bruno Munari, em seu livro
El art como ofício, os designer são
os artistas de nossa época. Não porque
sejam gênios, mas porque com seu método de
trabalho, estabelecem o contato entre a arte e o público,
porque enfrentam, com sua competência, qualquer demanda
que a sociedade em que vivem lhes dirige porque conhecem
seu Métier, as técnicas e os meios mais adequados
para resolver qualquer problema de design.
Para
finalizar gostaria de citar um trecho do programa da Escola
Bauhaus, fundada por Walter Gropius, em 1919, que dizia:
QUANDO OS OBJETOS DE USO COTIDIANO E O AMBIENTE EM QUE VIVEMOS
FOREM OBRAS DE ARTE, ENTÃO PODEREMOS DIZER QUE ALCANÇAMOS
O EQUILÍBRIO VITAL.
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