FILOSOFIA HISTORIA SOCIOLOGIA TECNOLOGIA IMAGEM DIÁRIO

Apresentação em Sala
Teatro de Bonecos
Conceito de Arte
O Artista e o Artesão
O Artista e o Designer

Grupo:

Aline Midori
Melissa Bizarro

Texto crítico sobre conceito de arte
a partir de viés filosófico


Há de se convir que, nascemos e crescemos entre os mil e um engenhos da civilização industrial, portanto, tendemos a ver em todas as coisas possibilidades de consumo e fruição.
Entendemos que a arte está sujeita a esse paradigma incontornável, que seria o mercado crescente de bens simbólicos, um modo habitual de relacionar-se com o que todos chamam de arte. Detendo-se nas dimensões do fazer, do conhecer e do exprimir presentes em todas as obras de arte, descobrimos que elas já formam objeto de uma longa tradição teórica crítica cujas formulações se encontram no pensamento grego. Mas agora, desde o momento em que o realismo ingênuo e o formalismo acadêmico perderam sua função de norma, deparamos com o problema da liberdade de formar. Essa idéia parece a princípio instigante pelas infinitas possibilidades de criação através da contemplação do mundo exterior (a natureza e a sociedade que existem dentro e fora de nós) e o mundo interior, oceano aparentemente sem fundo nem margens do espírito. Parece ainda assustador, pois, se é o meio material que condiciona, pelo menos em boa parte, a obra, este meio poderá ser ativo mas também passivo, poderá ajudar mas também dificultar a criação, pois será antes motivo de dificuldade toda vez que vier a ser usado contra sua própria natureza, isto é, quando determinada arte recorrer a um meio que não lhe pertence ou que não lhe é consanguíneo.
Pensamos nas variadas linhas que limitam o conceito da arte, as hierarquias que constituem o seu mercado, as artes liberais enfim... “hoje em dia, ouvir falar de “artes maiores e artes menores”, de “artes puras” e “impuras” , de artes de primeiro e de segundo e por que não de terceiro e de quarto grau, de artes aplicadas ou decorativas, de artes espaciais e temporárias, não pode deixar de parecer no mínimo risível. Por uma ou outra razão, uma dessas subdivisões resultará enganosa ou inadequada e bastará a “invenção” de uma nova forma de arte (como o “móbile” de Calder, ou o filme abstrato, como o plástico motorizado de Tinguely ou a música eletrônica como objeto industrial, ou a poesia visual ou “concreta”) para destruir todo um complexo e inútil edifício de gêneros e de espécies.”
Entre tantos antagonismos pensa-se em qual será o sentido dessas artes no contexto global e qual o sentido delas para cada um de nós para então podermos direcionar em que patamar de valores nossa arte fará sentido. Questionamos ainda o que devemos entender por aura da obra de arte. Admite-se uma mutação no sentido da expressão “obra de arte”, contudo, o que devemos entender por isso? Uma frase de Valéry nos encaminha para essa noção: “Reconhecemos a obra de arte pelo fato de que nenhuma idéia que ela suscita em nós, nenhum ato que ela nos sugere pode esgotá-la ou concluí-la... e não há lembrança, pensamento ou ação que possa anular-lhe o efeito ou libertar-nos inteiramente do seu poder.” A aura designa o fato de que a coisa se dá como enigmática o bastante para que nenhuma contemplação possa esgotar a sua significação. Segundo Benjamin, “poder-se-ia defini-la com a única aparição duma realidade longínqua, por mais próxima que esteja.”


“ Todos os procedimentos são sagrados quando interiormente necessário.”
Wassily Kandinsky,
Do espiritual na arte