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Grupo:
Aline
Midori
Melissa Bizarro
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Filosofia - "amor à sabedoria" - Estudo que se caracteriza
pela intenção de ampliar incessantemente a compreensão
da realidade, no sentido de apreendê-la em sua totalidade,
quer pelo Ser, quer pelas perguntas fundamentais.
Do Dicionário Aurélio
O ato
de tecer, de entalhar, de pintar, dia após dia, tal como
fez a mãe, o avô, os ancestrais significa o culto de uma
identidade, o desenvolvimento de habilidades manuais e
intelectuais, o relacionamento com a família, com outros
artesãos.
Paciência, repetição da mesma forma.
Mudar as cores, a composição, o tema, nem sempre são motivados
pela criatividade.
Quem sou eu neste mundo, neste país, nesta avenida, neste
trânsito, nesta casa ?
O que sinto e penso diante de tanto prazer e tanta dor,
tantos bens concretizados e tantas atrocidades autômatas,
sem sentido ?
O quê faço ?

Coloco
minhas mãos no barro, faço um vaso para minha amiga.
O quê ? Não, não é momento de pensar nos horrores das
notícias de jornal.
Moldo, crio um espaço vazio neste bloco de argila, talvez
guarde água, talvez guarde um vinho.
Para a comadre Betânia...
Cultivo uma amizade, mais real que a maldade.
A finalidade explícita do trabalho
A entrega ao fazer
O valor do significado
Pinto mais um quadro de paisagem. As águas do mar, o vento
no coqueiro, ainda são bonitos, apesar do punhado de anos
do mesmo trabalho deste velho artesão.
Faço quadros para vender na feira livre, as pessoas gostam.
Tem vez que eu faço alguma coisa diferente: um retrato
dum neto, dum bicho.
Por que sou artesão? Porque foi assim que chamaram meus
pais, tecelões no norte do Brasil. Eles não variavam tanto
a paisagem, mas seus trabalhos tinham vida. Vida do nosso
povo, por sua utilidade, por sua beleza, por sua marca.
É o que faço hoje. Pinto imagens que significam isso para
o povo. A mesma imagem duas, quatro, dez vezes, pois há
mais que querem Ter meus quadros. Assim meu trabalho corre
o mundo e assim sobrevivo.
Tal como o amigo poeta, bebedor mas gente boa: sem a poesia
e a birita, diz que não sobreviveria.

Sou um artista da contestação. Da constatação e da caricatura.
Rabisco e escracho o que é feio, ridicularizo quem merece.
Minha arte é do cotidiano, nas folhas de revista, nas
paredes dos botecos, nos guardanapos e muros da cidade.
Crescem narizes, dentes, barrigas e as palavras se distorcem,
quase em grunhidos.
Pretendo trabalhar num jornal, o fanzine é bom mas não
traz feijão pro prato.
Ler mesmo eu não leio mais que as manchetes e umas linhas
ou outras, mas já dá pra ver que esses políticos são todos
uns safados.
E aí quando eu começo a desenhar me vingo como gente do
povão, que não fica calada pra sempre não.
A intectualização do processo artesanal é a transformação
em arte.
A formalização da arte é a transformação em artesanato.
As duas, a arte e o artesanato, tem sua condição filosófica,
desde a afirmação mais simples da subsistência, até aspirações
mais inéditas e abstratas da existência humana.

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