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Grupo:
Lino Junkel
Iara Ribeiro
Raquel Rascoe
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Corporações
Da Idade Media
As corporações têm origem na Europa
no século XV__, num período que pode ser considerado
o período áureo do artesanato, devido ao grande
desenvolvimento que estava havendo em todas as atividades
produtivas (mecanização, fábricas,
construção de pontes, estradas e canais, intensificação
do tráfico marinho, e etc). Havia muitos centros
urbanos (Veneza, Milão, Florença...) com feiras
e mercados intenso, onde os artesões vendiam os artigos
fabricados em família.
Surge a necessidade de associação, entre ajuda
e defesa e esses artesões junto com pequenos comerciantes
se agrupam em oficinas de arte e ofício, em torno
dos mestres.
Essas associações apareceram primeiro sob
a forma de confrarias religiosas (fraternidades, caridades),
e eram formados por indivíduos praticantes d e um
mesmo ofício , sob a ígide de um santo protetor
de sua comum escolha. Os confrades procuravam implementar
condições e recursos para enfrentar as adversidades
da vida profissional e material e estender esses benefícios
à comunidade.
Aos poucos o estilo religioso inicial evolui para uma forma
gremial e faziam das confrarias o agente de defesa dos interesses
profissionais de seus membros. Assim foi se constituindo
as corporações de caráter profissional.
Algumas tinham objetivos políticos (as comunas ou
conjurações), outras se mantinham mais no
plano profissional (guildas ou corporações
de arte e ofícios).
Sob o aspecto econômico as corporações
de ofício representaram uma forma associanista voltada
para a formação profissional de seus integrantes,
para o controle de qualidade de seus produtos e para defesa
de seus interesses, e para nessa medida, regulamentar a
produção e a venda de suas mercadorias. Tinham
também o caráter mutualista e criativo, além
de monopolista, aristocrático e elitizante. Protegiam
os interesses e asseguravam os privilégios dos que
estavam no topo da organização do trabalho:
os mestres.
Os aprendizes e companheiros eram subordinados aos mestres.
Eram eles quem tomava as decisões e as punha em prática;
O processo de trabalho seguia normas estabelecidas (desde
a compra de matéria prima até o controle de
qualidade dos produtos). Tudo era regulamento: a jornada
de trabalho, o descanso, o número de aprendizes e
oficiais, os procedimento de fabricação, os
critérios dos exames, as penalidades para infratores,
a venda.
O princípio de organização era essencial
para as corporações. O trabalho artesanal
acontecia no interior de oficinas ou lojas, e esses locais
eram também os locais de comercialização.
As corporações exceram no entanto uma certa
influência na criação, com a divisão
de trabalho gerada pela especialização; a
capacidade criativa ficava inibida ou até anulada,
já que a rotina do trabalho buscava e resultava na
padronização e homogeneização.
Logo a qualidade de uma peça se media pela semelhança,
não pela originalidade ou criatividade.
A competência profissional dos membros não
lhe concediam privilégios nem lhe conferiam independência.
Eles cediam sua liberdade de atuação profissional,
e essa passava a se subordinar aos parâmetros e procedimentos
corporativos. Existia também entres os associados
um compromisso de auxílio mútuo jurado e celebrado
por eles.
Com o tempo (os mestres passaram a distanciar dos aprendizes
e artesões. Eles não mais punham a mão
no trabalho, exigiam provas mais difíceis e passaram
a aceitar aprendiz sob pagamentos, o que fez os companheiros
virarem assalariados ou proletários).
Estes então se agruparam em novas associações
para defender seus interesses, que não levavam muita
vantagem; além disso o titulo de mestre passou a
ser privilégio de famílias importantes.
A peste, as guerras, a industrialização, o
privilégio dado aos comerciantes, também foram
fatores que contribuíram para o enfraquecimento das
corporações. Após a guerra dos cem
anos(século XIV) houve uma sede de luxo na Europa
que fez com que os artesões e as artes mecânicas
fossem desprezados pela nobreza: o salário baixou,
o custo de vida aumentou.
Os humanistas influenciaram o trabalhador com o desprezo
pelo trabalho manual, e os artesões privilegiados
que trabalhavam para o rei queriam se libertar da maestria
e agruparam-se em academias, sob proteção
real.
A arte acadêmica surge então, sob Henrique
IV e a divisão entre arte e ofício métier
foi estabelecido.
As corporações continuaram a substituir junto
com sindicalismo triunfante, apesar de sua decadência.
Finalizando, graças às corporações
foi possível uma maior elevação das
profissões e das atividades manuais, e a criação
de um espírito associativo do trabalho.
Bibliografia:
BOSCHI, Caio César. O barroco mineiro:
Artes e Trabalho. São Paulo: Editora Brasiliense,
1988. Pg 50/76.
Seminário: Bases culturais do artesanato. Belo Horizonte:
Impressa oficial, 1978.
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