|
Diário
de Bordo - 21/03/2001
Proposta
da composição de um equipe para coleta de
material pasta Biblioteca.
Conceito
de ARTE:
A crise
do conceito de arte surge como uma questão histórica
- já existente no século XIX - entre a arte
institucional ( o belo - pensamento platônico ) e
o advento do modernismo.
Em 1914
DUCHAMP (ponto referencial) propõe uma nova proposta
do conceito de arte.
Na década
de 60, os artista vivenciam de modo mais direto os objetivos
da teoria de Duchamp. Há uma pulverização
do conceito de arte com o surgimento de uma nova leitura
da problemática proposta por Duchamp.
BENJAMIM
aponta para a crise do conceito de arte.
Em
função do processo de desenvolvimento tecnológico
reprodução das imagens
Gravura
/ fotografia / cinema (esta sendo a técnica de reprodução
mais desenvolvida em sua época).
Arte
para: o culto pela necessidade do homem ter
uma ligação com o divino;
para ser vista ligada à possibilidade
técnica de reprodução da imagem.
Dentro
da história.............
os
retábulos têm sua origem em Flandres, todos
com portas, apontando para um
processo
de revelação religação
com o divino.
"A
aura designa o fato de que a coisa se dá como
enigmática o bastante para que nenhuma contemplação
possa escapar a sua significação" (LEBRUN,
p. 21)
A partir
da arte - como registro específico e especializado
- Benjamim constitui o conceito de aura.
O contato
com a obra de arte acaba condicionando o corpo e a mente
de quem a observa diferenciando-a por sua aura
de objetos reproduzidos.
A interlocução
com a obra estética é determinada, entre outros
fatores pela idade do contemplador e verificada, antes de
tudo, por sua atitude diante da obra.
A reprodução
em escala de qualquer elemento leva a questão de
sua banalização -
qualidade
de condicionamento perceptível que a sociedade impõe
ao homem contemporâneo.
A aura
se define pela imagem única, registro único
que é dado em um determinado momento, com uma determinada
sensibilidade, desenvolvimento tecnológico e conceitos
filosóficos de sua época. Tempo que não
é mais alcançado. Presença do homem
que vive pelo registro deste momento passado.
A pintura
possui uma qualidade aurática de obra única.
A gravura
sofre um desgaste desta qualidade por sua reprodução.
A
matriz da gravura já detém uma maior qualidade
aurática.
A gravura
se encontra entre a pintura e a fotografia em termos auráticos.
A
crise do conceito de aura deve ser discutido e verificado
com a produção artística contemporânea.
A qualidade
e a natureza aurática devem ser discutidas entre
a arte e o artesanato.
Com
a reprodução o conceito de original se dilui.
Artes
do espaço: pintura escultura arquitetura
Artes
do tempo: teatro dança poesia música
Hegel
aponta o conceito de Kunstwollen como a pulsão
artística o querer/vontade como característica
inata ao homem condicionada pelo contexto social em que
ele vive impulsionando a modificação
dos estilos artísticos.
Questão:
quem tem o direito de definir o que é arte ou não?
Se os críticos, os marchands, os proprietários
de galerias, os curadores têm este direito o ARTISTA
também o tem.
Informação
não é conhecimento: o condicionamento crítico
é fundamental para esta transformação.
Bibliografia
ARGAN,
Giulio Carlo. Arte e crítica da arte. 2ª
ed. Lisboa: Estampa, 1995.
BAZIN,
Germain. História da história da arte.
São Paulo: Martins Fontes, 1989.
BENJAMIN,
Walter. A obra de arte na época de sua reprodutibilidade
técnica..
BOSI,
Alfredo. Reflexões sobre a arte. São
Paulo: Ática, 1985.
DORFLES,
Gillo. O devir das artes. São Paulo: Martins
Fontes, 1992.
LEBRUN,
Gérard. A mudança da obra de arte. In: Arte
e filosofia. [s.l.]: Funarte, 1983.
MÃOS
DE OURO. [s.l.]: Abril Cultural, 1968. v.1.
|