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Renato Melo Dolabella

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sobre vanitas:

 

 

Diário de Bordo - 14/03/2001

Projeto "Arte e Artesanato":

I — Coleta de material desenvolvido em sala

Proposta de se filmar as aulas

Colocação do conceito de visibilidade como questão de posição política

II — Campos de pesquisa formação dos grupos de trabalho

Etimológico / filosófico

Histórico

Tecnológico

Sociológico

Imagético (responsável pelo banco de imagens do trabalho: xerox / fotos / tapes/ slides)

Recorte do universo de pesquisa: a Arte Brasileira em Belo Horizonte, em Minas Gerais e no mundo

Texto de CANCLINI:

"O que chamamos arte não é apenas aquilo que culmina em grandes obras, mas um espaço onde a sociedade realiza sua produção visual. É nesse sentido amplo que o trabalho artístico, sua circulação e seu consumo configuram um lugar apropriado para compreender as classificações segundo as quais se organiza o social." (p. 246)

Arte como espaço apropriado para a produção, conceito que remete ao pensamento de Duchamp.

Conceito de circuito de Duchamp: artista/obra/espaço da obra e a espectador.

"A Arte corresponderia aos interesses e gostos da burguesia e de setores cultivados da pequena burguesia, desenvolve-se nas cidades, fala delas e, quando representa paisagens do campo, faz isso com uma ótica urbana." (p. 242)

"O artesanato, ao invés disso, é visto como um produto de índios e camponeses, de acordo com sua rusticidade, com os mitos que aparecem em sua decoração, com os setores populares que tradicionalmente o fazem e o usam." (p. 243)

"As dificuldades para redefinir a especificidade da arte e do artesanato e interpretar cada um de seus vínculos com o outro não se resolvem com aberturas de boa vontade ao que opina o vizinho. A via para sair da estagnação em que se encontra esta questão é um novo tipo de investigação que reconceitualize as transformações globais do mercado simbólico levando em conta não apenas o desenvolvimento intrínseco do popular e do culto, mas seus cruzamentos e convergências. Como o artístico e o artesanal estão incluídos em processos massivos de circulação das mensagens, suas fontes de aproveitamento de imagens e formas, seus canais de difusão e seus públicos costumam coincidir." ( p. 245)

Os conceitos desse autor devem ser relativizados

Tarefa a ser desenvolvida pelo grupo sociológico: a inserção do produto - Arte e Artesanato - no mercado e seu lugar na economia

Conceito:

A arte só passa a ter sentido a partir da revolução que ocorre no Renascimento, quando as Artes Mecânicas absorvem os conhecimentos das Artes Liberais e neste sentido reinvidicam seu reconhecimento social. Isto devendo-se também a questões econômicas, pelo fato dos mesmos serem sobrecarregados com impostos o que não ocorria com as Artes Liberais.

Fontes de pesquisa para o desenvolvimento do trabalho: ASMARE e Inhaúma

Texto de MARTINS

Conceitos: A Arte não foi feita para a venda enquanto o Artesanato foi feito para a venda.

Conceitos a serem trabalhados: desinteresse, função e intenção diferenciando Arte e Artesanato.

Questões históricas a serem trabalhadas: a Arte e o Artesanato antes e após a Revolução Industrial.

Orientação para leitura de ZANINI. História da arte brasileira, v.1 — texto sobre Arte Indígena de Darci Ribeiro, onde o conceito de função não pode ser separado do conceito de belo

Questões a serem trabalhadas: o mito e o belo

Kant a percepção do belo é inata

Hulme — teoria do gosto

Conceitos desenvolvidos: de que a mídia atualmente é quem determina os padrões de beleza.

O gosto artístico da burguesia brasileira se encontra aquém da burguesia internacional, procurando ainda padrões academicistas, desconhecendo tanto a Bienal de Veneza quanto a Documenta de Kassel.

BIBLIOGRAFIA apresentada em sala:

CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: EDUSP, 1997.

MARTINS, Saul. Arte popular figurativa. Belo Horizonte: Carranca, 1977.